Musa silenciosa
Minha alma escuta teu brado
Silencioso, quase murmurante
Suave, leve, alvitante e alado
Um poema, soneto cantado
Tácito, sem deixar de ser vibrante
O som das cordas do seu cabelo
Harmonizam seu belo caminhar
São passos com ritmo e zelo
Glamourosos como de modelo
Difícil alguém não reparar
Os sinos badalam distante
Mas ninguém ouve o pendão
Todos param num instante
Olhando de forma paralisante
A face perfeita da exatidão
Então como uma hipnose
Não temos o que dizer
Esperando uma nova dose
E um sentimento como osmose
Toma todo nosso querer
ADAILTON LIMA