MURO DA INTIMIDADE
Poesia Amorosa | Celso CustódioPublicado em 14 de Fevereiro de 2026 ás 20h 58min
Alegrei-me de passear no teu sorriso,
Na beleza dos teus lábios,
Brincar com a covinha do seu rosto.
Pincelar os céus com as cores de outros ares,
Tudo parecendo um paraíso em mar aberto,
As nuvens se movendo em círculos.
Grãos...
O mar das águas assusta os cardumes,
Enfurecidas, as garças mergulham
Mais fundo para apanharem os peixes,
Serena, toda molhada, deixou cair a sua toalha!
No momento de eterna distração
Juntamos os pensamentos,
Não adianta tocar as mãos se o coração
Está correndo atrás dos ventos!
O acelerar por dentro é o mais forte,
Domina todo corpo.
Não sabe como tudo começou,
Se o amor despertou há muito tempo,
Foi por destino ou sorte!
Trêmulo, os pés ficaram suspensos,
E a cintura continua dançante.
Os olhos percorrem lentos como se fossem
Uma mira de longa distância.
O muro da intimidade rompeu nosso silêncio,
Quando há amor verdadeiro não precisa
Correr atrás dos ventos!
Livro: Mar de Poesias