Sinopse:
Um convite para abrir as próprias gavetas e permitir que o que está guardado também faça parte do respirar.
Morada
Me fiz morada.
Sinto um raro e leve sopro
que adentra pelas frestas
da minha janela.
Deixo-a entreaberta
de propósito.
Meus cômodos?
Percorro-os todos os dias.
Abro portas,
puxo gavetas,
deixo que memórias
respirem fora do escuro.
Em cada gaveta,
algo meu dobrado:
o que fui,
o que calei,
o que ainda espero.
E da minha varanda,
contemplo a vida…
enquanto aprendo
que também sou feita
do que escolho abrir...