Monstros de Aço

Poemas | Rose Correia
Publicado em 03 de Abril de 2025 ás 19h 49min

Monstros de Aço

 

Passou na fúria do vento,

um monstro de aço e açoite,

rasgando o tempo, violento,

feito um trovão pela noite.

 

Estilhaços dançam na estrada,

tumulto, poeira, ruína,

a vida, engolida e calada,

já não pulsa na máquina fria.

 

Por todos os lados, buscada,

mas nada, só eco e fumaça,

nas guerras dos monstros sem alma,

o silêncio é a única graça.

 

Os monstros se fazem repouso,

grandes e pequenos, parados,

esperam a estrada se abrir,

para voltarem ao fado.

 

E seguem seus rumos de ferro,

levando histórias, fracassos,

pois não podem parar, são o vento,

e trazem a vida nos braços.

 

Reflexiva. Rose Correia

Comentários

Muito bom, gostei

Aecio Cruz Silva | 04/04/2025 ás 10:17 Responder Comentários
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