Monstros de Aço
Passou na fúria do vento,
um monstro de aço e açoite,
rasgando o tempo, violento,
feito um trovão pela noite.
Estilhaços dançam na estrada,
tumulto, poeira, ruína,
a vida, engolida e calada,
já não pulsa na máquina fria.
Por todos os lados, buscada,
mas nada, só eco e fumaça,
nas guerras dos monstros sem alma,
o silêncio é a única graça.
Os monstros se fazem repouso,
grandes e pequenos, parados,
esperam a estrada se abrir,
para voltarem ao fado.
E seguem seus rumos de ferro,
levando histórias, fracassos,
pois não podem parar, são o vento,
e trazem a vida nos braços.
Reflexiva. Rose Correia
Comentários
Muito bom, gostei
Aecio Cruz Silva | 04/04/2025 ás 10:17 Responder Comentários