Meu caju, meu cajueiro
| | Antologia Nacional Família Literária: A travessia das palavras | MARINÊS DE JESUS LEMOS LEMOSPublicado em 31 de Agosto de 2026 ás 12h 29min
MEU CAJU, MEU CAJUEIRO
Mas que lindo pé de caju,
não é uma árvore qualquer.
Ocupa um quarteirão inteiro,
é a sombra que todo mundo quer.
É o maior cajueiro do mundo,
lindo, majestoso, verdinho e forte...
Recebe brasileiros e estrangeiros,
que vêm conhecer esta imensa árvore,
em Natal, Rio Grande do Norte.
Um emaranhado de troncos
que se movimentam a todo instante,
quer ir além: já subiu muros,
telhados, consegue ver o horizonte.
É o maior cajueiro do mundo,
lindo, majestoso, verdinho e gigante.
Agora sonha atravessar a rua,
desbravar toda a cidade,
os estados e o mundo inteiro.
Meu caju, meu cajueiro.
De sua copa avista os barquinhos,
num vai e vem sem fim,
que deslizam mansamente sobre as águas,
bem diante de mim.
Sente a maresia
em suas folhas a balançar,
deseja chegar à praia,
sentir a areia e as ondas do mar.
É o maior cajueiro do mundo,
melhora a qualidade do ar.
Lindo, majestoso,
quer estar em todo lugar.
Suas raízes, troncos e galhos
escondem anos de histórias.
O exuberante cajueiro
é como uma linda joia.
As folhas se renovam
e os frutos também.
O belo cajueiro se mostra
generoso como ninguém.
Acolhe, alimenta e refresca...
Rende bebidas e doces açucarados.
Os turistas levam lembrancinhas,
e os cajus estão por toda parte:
em panos de prato,
camisetas, canecas...
Tudo se transforma em arte.
Vai ano, vem ano,
lá está ele a encantar.
É o maior cajueiro do mundo,
é um verdadeiro lar.
Lindo, majestoso,
verdinho e forte,
a todo momento
está sob os holofotes.
Serve de cenário
para lindas poses:
pessoas de chapéu,
biquíni, maiô e canga ao léu.
É tempo de férias,
tudo parece um pedacinho do céu.
Marinês de Jesus Lemos