Podes, se quiseres, fugir de mim,
Deixar que a distância dite o passo,
Brigar com o silêncio que há em mim,
Romper o laço e recusar meu abraço.
Podes calar diante da emoção,
Negar meu nome ao fim de cada dia,
Ignorar os versos do coração,
Apagar o que foi doce melodia.
Podes fingir que nada te comove,
Deixar de me querer, partir sem dor,
Que em mim, mesmo em ausência tão enorme,
Serás lembrança acesa em pleno ardor.
Podes me excluir da tua estrada,
Me querer longe, me julgar em vão,
Mas foste em mim a marca delicada
Que o tempo não apaga do coração.
Porque amor, quando é de verdade,
Sobrevive a todo o desencontro,
Mesmo sem toque, beijo ou vontade...
Serás único. E é assim que te amo, em silêncio pleno.
Não temas, jamais cruzarei teu trilho,
A vida me ensinou a amar calada;
Sou brisa que acaricia de mansinho,
E te ama em silêncio, na estrada, afastada.