Sinopse:
Um dia em que as palavras resistem… e então recomeçam.
Manhã de Manacá
Era uma manhã comum. Ao abrir a janela, percebo o sol acanhado por entre as nuvens.
Vou até a cozinha, arrumo a mesa e preparo o café e uma simples torrada com ovos mexidos, como se fosse para a pessoa mais importante...
Enquanto ergo a pequena xícara de café, não é um café comum; é o café, aquele que agrada perfeitamente meu paladar, adoçado com mel puro.
Olho para o caderno e o lápis, à espera no mesmo lugar de sempre.
Parece que eles também sabem: não dançam por entre meus dedos/mãos.
Sendo assim, as palavras não dançam...
O dia está atípico para um belo poema, poesia, prosa...
Chuvoso e preguiçoso, à minha vista, alguns pés de palmeiras dançam felizes ao som da chuva.
As palavras resistem...
E um florido pé de manacá-da-serra, que, pelo tom de suas pétalas, anuncia o fim de um ciclo e o início de outro...
Então, volto meu olhar para a mesa, encontro o caderno e o lápis, os pego e deixo as palavras, ao som do lápis no caderno, dançarem novamente...
Como o manacá-da-serra, que muda de cor até se despedir —
para então recomeçar.
E a prosa surge...
Prosa Poética.