Sinopse:
Um poema sobre o tempo invisível da transformação — quando, mesmo no silêncio e no recolhimento, a vida pulsa e amadurece até o instante exato do voo.
Latência
Teci, com finos fios, camadas sobre mim,
e quando já não via mais nada, adormeci.
Nada, nem ninguém, podia tocar-me.
Mas o vento eu reconhecia,
cantando na copa das árvores;
a chuva eu sentia,
caindo mansa sobre a terra.
Ouvia a canção da vida
pulsando em torno,
inclusive em mim.
E a luz do sol, enfim,
pousou sobre mim —
não para ferir,
mas para fazer-me florescer.
Esperei.
E voei,
como a borboleta
ao romper o próprio casulo.
Comentários
Espetacular!
Keila Rackel Tavares | 11/02/2026 ás 07:48 Responder Comentários