INVENTÁRIO DE INFINITUDES
Poemas | Pequenos universos: poesias do cotidiano | Dolores FlorPublicado em 14 de Julho de 2025 ás 17h 34min
Fiz coleção de águas paradas,
do barulho que o vento faz nas folhas,
e de risos que não nasceram ainda.
Colhi a manhã
antes que o dia acordasse.
Fiz amizade com os vaga-lumes,
e eles me ensinaram
a iluminar as escuridões que me habitam.
No fim, só quero ser chão,
ser rio quieto,
que leva embora o que não precisa.
Ser coisa pouca,
mas cheia de infinito.