Sinopse:
Um poema sobre o despertar de quem amou como abrigo, mas aprendeu a partir para não se perder. Entre a dor da despedida e a lucidez do amor-próprio, nasce a força de permanecer inteira.
Inteira de Mim
Meus braços eram abrigo
onde teu medo repousava.
Meus beijos, refúgio manso.
Meus carinhos, escudo contra o mundo.
Eu era tua morada,
e você, o nome que eu chamava de amor.
Parecia alicerce,
parecia firmeza,
parecia eternidade —
mas era ilusão bem vestida.
Teu coração não aprendeu o valor,
e o meu, cansado de esperar, acordou.
Descobri que eu existia
apenas quando teus desejos pediam.
Então me olhei.
E parti.
Com o coração em cacos,
mas inteira de mim.