Sinopse:
Entre o peito em chamas e o coração comprimido, um eu lírico enfrenta a própria guerra interna. Em meio à ansiedade e ao caos silencioso, descobre que o corpo ainda é casa — e que até as tempestades aprendem a desacelerar.
Guerra Interna
O peito arde como chama acesa.
O coração se comprime,
como se o lugar de abrigo
fosse pequeno demais para habitar.
O sangue bombeia com tanta intensidade
que ecoa nos ouvidos
como passos apressados
num corredor sem saída.
Procuro motivos
para essa guerra dentro de mim,
mas só encontro silêncios
gritando respostas que não vêm.
Respiro,
mas o ar parece raso.
Fecho os olhos,
e a tempestade continua.
Então, no meio do caos,
seguro a própria mão invisível
e lembro:
nenhuma chama arde para sempre,
nenhuma guerra interna
sobrevive quando o coração
aprende a desacelerar.
E pouco a pouco,
entre um suspiro e outro,
o corpo entende
que ainda é casa.