GUARDIÕES DE MIM EM PÁGINAS
| Poesia Lírica | Eidi MartinsPublicado em 23 de Abril de 2026 ás 14h 43min
No dia em que o livro floresce nas mãos do mundo,
celebro os meus, nascidos do silêncio e do sentir.
Seis moradas de palavras, seis espelhos da alma,
onde me escrevi para nunca deixar de existir.
O primeiro brotou ainda em mim menina,
quando o amor era descoberta e vertigem,
“NÃO SÃO APENAS LEMBRANÇAS”
eram pulsos de um coração aprendendo sua origem.
Depois vieram voos mais ousados,
com versos que aprenderam a criar céu,
“NAS ASAS DA POESIA” me refiz,
levei comigo o que doía e o que era mel.
E em sopros mais quentes, mais densos,
o sentir ganhou corpo e direção:
“PLUMAS DA PAIXÃO” pousaram em mim,
vestindo de fogo cada emoção.
Com o tempo, a palavra ganhou consciência,
e o verso buscou sua própria razão,
“DA POESIA AO POEMA” tracei caminhos,
lapidando o sentir com a mão da reflexão.
Já mulher, feita de dias e travessias,
colhi o que a vida me deu e tomou,
“MUITOS SENTIMENTOS E ALGUNS POEMAS”
porque nem tudo cabe, mas tudo marcou.
E por fim, quando o silêncio já sabia falar,
deixei que os versos tivessem voz e lugar,
“OS POEMAS FALAM” por mim e por tantos,
ecoando o que o peito não ousa gritar.
Meus livros não são só páginas,
são guardiões do que fui e do que sou,
minhas dores, minhas alegrias,
meus amores, sabores e dissabores que a vida bordou.
Hoje, no dia do livro, eu me reconheço,
sou feita de tinta, de tempo e de sentir,
e em cada obra deixo um pedaço de mim,
para que, ao me lerem, eu continue a florir.
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Eidi Martins encontrou em suas magníficas obras o mecanismo de defesa da alma, o que denominou ""Guardiões de mim em páginas". É um tributo à escrita como forma de sobrevivência emocional!