GRITOS
Eu grito
Mas, o silêncio da minha voz é rouca
Ressoa Impudicamente palavras soltas
Transcendem da minha boca
Transformam-se em febre ardente
Amável, retida, pensante e louca
Sobre a nudez dos olhos mudos
Imagens livres, tolas e sem roupas!
Eu grito
Mas o eco não ecoa no infinito
Ninguém é capaz de ouvir meu grito
Sem timbre, sem grave ou agudo
Cordas vocais em estado de parafuso
Denotam as notas do meu peito aflito
Abafadas pela poluição sonora
Que assola a calmaria do meu mundo!
Eu grito
E na pressa do meu grito existe dor
Tem fome de viver e medo do terror
Mas, nele ainda existe a esperança
De ouvir um grito que seja salvador
Uma mão amiga e um ombro acolhedor
E que mesmo na sua insignificância
Tenha pena deste pobre sofredor
Que grita paulatinamente
Somente por amor!
Edbento!
Comentários
Lindo e terno seu poema! Parabéns por seus 300(trezentos) escritos. Um escritor de mãos cheias!
Parabéns Edson, lindo poema que seus gritos consiga alcançar muito mais que 300 inscritos, bjs.
Muitos gritos para você. Melhor que os de Milk Sheakspeare.
Grito mais silencioso, e o silêncio mais gritante q já li. Parabéns.
Um dos melhores e sublimes dons; tocar almas com as palavras; parabéns Ed
Gritar, gritar e gritar. Calar jamais. Belo poema.
Parabéns pela sua conquista ed