Gestos e abandonos
Poemas | Poesia Metafórica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 23 de Março de 2026 ás 10h 30min
Paz…
como um véu leve
que repousa sobre a alma cansada.
Silêncio…
não o vazio,
mas o sussurro profundo
onde o universo respira.
Abandono…
das dores antigas,
das vozes que pesam,
das correntes invisíveis do ser.
Calma…
como um lago imóvel à noite,
refletindo estrelas
que ainda aprendem a nascer.
Universo…
abre teus braços infinitos,
acolhe este coração errante
que busca sentido no escuro.
Traz luz…
não a que cega,
mas a que desperta —
suave,
lenta,
eterna.
E que, no silêncio da paz,
eu me reencontre
inteiro.