FOZ DO AFETO
Poemas | Poemas | 2026/1 Antologia Quando a palavra sente | Lorde ÉgamoPublicado em 19 de Janeiro de 2026 ás 10h 19min
FOZ DO AFETO
Ouvi dizer de um rio cujas águas
corriam entre a vegetação e belas paisagens!
Onde as borboletas coloridas volitavam
deusas e ninfas matizadas se banhavam
em silêncio fugaz, entre as folhagens!
É certo que o mar está sempre pronto
para o receber em suas águas pelágicas!
Onde os marinheiros, viajantes
navegam para plagas mui distantes
nessa limpidez profunda e mágica!
Esse rio de paisagens entrelaçadas
num oceano haverá de desaguar!
Como será tão presumível união
sem que haja um choque ou colisão?
São águas unidas a se acariciar!
Singular fenômeno é previsto e acontece
fato que de pororoca é chamado!
Quando as águas do mar recebem as do rio
se revestem de fragor, profuso poderio
com as ondas regendo um festival bailado!
Solenemente, ambos se dão a mão
como se fossem namorados em alto mar!
Parece loucura pensar nessa fantasia
na explosão de afeto, paixão e alegria
em noite silente à luz do luar!
Enoque Gabriel, Lorde Égamo
Inspirado no poema “Eu, rio”,
de Rosimeire Santos Silva (Mary Cloe)
Comentários
Simplesmente lindo parabéns
Ficou lindo, lindo! Que honra!
Poema belíssimo!!
Um poema lindo, com nuances de profunda introspecção!
Cheguei a fazer a alusão a pororoca quando a Dolores leu o poema em que você se inspirou, parabéns!
Sem dúvida há uma harmonia lírica entre os poemas! A sagacidade da poetisa é incontestável!