Fim da escrita

Prosa Poética | Diego Isaias
Publicado em 16 de Janeiro de 2025 ás 22h 25min

Em outro momento, bastava que fosse visceral para me tornar expressivo, era inundado pelo desespero que trabalhava com a potência de alguém que esperava que algo viesse a se tornar mais que coisa alguma. Nadando em braçadas enquanto imerso até pouco abaixo do tornozelo, encontrei o limite do meu contato com a metalinguagem do Todo, esgotei, como todo prazer que estivera ao alcance, meu movimento de sede pelo divino. O motor inicial de falta permanece, e cresce impenetrável para um destino além do seu indigno receptáculo, o infortúnio exauriu de vez o ímpeto de desdém que dava beleza à condição eterna e lacerante de incompletude. Deixo aqui alguns axiomas caducados em um último ato de fé.

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