Eu juro que tive um amor
Poemas | Poesia Amorosa | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 30 de Maio de 2026 ás 07h 20min
Eu Juro Que Tive Um Amor
Eu juro que tive um grande amor,
um lindo amor, desses que enlouquecem a alma,
uma paixão intensa e severa,
que tomou conta de todo o meu ser.
Mas, ah, o destino!
Aí está ele, o destino cruel,
que fez questão de nos separar, implacável.
E o mar imenso foi cúmplice perfeito
da nossa dolorosa separação…
Ele partiu sem derramar uma lágrima sequer,
sem se quer se despedir ou dizer adeus.
Nem ao menos olhou para trás…
Levando com ele, para sempre,
um pedaço do meu pobre e tão sofrido coração.
As ondas o embalavam, molhando-o
com o gosto amargo do sal da saudade.
E o barco, balançado e vencido pelas águas,
seguia cada vez mais longe, mais longe de mim…
Por um caminho sem volta, feito apenas de ondas e solidão.
As minhas lágrimas rolavam como pérolas de sal,
caindo devagar, uma a uma,
como se quisessem me mostrar, duramente,
que tudo o que o mar leva para longe
nunca, na verdade, realmente me pertenceu.
Hoje estou só!
Com o coração partido em mil pedaços,
mas já fechado, marcado e cicatrizado pela dor.
Fico aqui, olhando as ondas na sua imensa vastidão…
e ainda assim, sinto fortemente a ausência dele.
É uma saudade que não acaba,
uma angústia que não passa.
Meu coração tornou-se um cedro antigo e duro,
petrificado, endurecido pelo sal e pelo tempo…
E ainda assim, ele te chama! Ainda!
Grita o teu nome em silêncio!
Mas eu sei, no fundo da minha dor, que é em vão.
Tudo o que o mar leva embora
não passa de um rastro,
de um mero vestígio de ilusão…