Eu falando de mim pelas costas.

Poemas | Poesia intimista | Rosemeire Santos Silva
Publicado em 07 de Abril de 2026 ás 19h 22min

Eu falando de mim pelas costas.

 

Nem vilã, nem a bozinha que chega a irritar:

É a mulher que carrega em si o viver,

Que procura manter-se firme diante de tantos desafios 

 

Ser mulher, às vezes, é penoso por conta de tantas cobranças, tantos pesos...

O cansaço é impreterível.

A casa é por sua conta, os filhos tem que direcionar,

As incompreensões vêm de toda parte.

 

Há momentos em que é preciso anestesiar, pois o sentir é loucura.

Ainda assim ela ama — e ama de verdade, essa "maluca".

Quando olha para o nada (nada mesmo), é estranho este ser.

 

Esquisita: do nada fala algo, outras vezes se cala ou escreve.

Há quem diga que ela ganhou de presente um cérebro,

E por isso se torna perigosa.

 

Choro e riso são companheiros inseparáveis.

As lágrimas banham seu rosto, boca, pescoço e seios;

São rios que refrescam a alma.

O riso transforma o ambiente, enche-o de alegria;

Dela irradia luz e tudo fica mais bonito.

 

O inexplicável "ser mulher" é sua transformação diária e contínua.

A vida a fez assim:

Tão bela, tão forte e tão frágil.

Única e intensa.

 




Comentários

Mary Cloe, neste seu poema, valida o cansaço feminino e a excentricidade como formas legítimas de processar o mundo! Seu "eu lírico" reivindica o direito de ser múltipla e de se olhar com compaixão, mesmo diante das pressões externas!

Lorde Égamo | 08/04/2026 ás 13:12
Responder

Muito obrigada por comentar!?

Rosemeire Santos Silva | 08/04/2026 ás 15:06
Responder

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.