Esperança

| | 2026/07 Antologia Quando o verso pergunta | Gilmair Ribeiro da Silva
Publicado em 01 de Julho de 2026 ás 14h 21min

                              

O tempo, esse maldito, remete a longevidade,

sugerindo alegrias, sonhos, conquistas, enfim;

Tudo isso, por certo, valeria a pena de verdade,

não fosse a angústia e a dor dessa saudade,

da Débora, Daniel, Osvaldo, Dalila e Benjamin.

 

Tão nobres referências para você e para mim,

foram os patriarcas João e Maria - e a Piedade:

que pouco viveu e não merecia a estúpida crueldade...

o Lôli, o Pluto o Silvester, a Leona - ai que saudade!

E na flor da idade um anjo veio e levou o Joaquim.

 

A paixão e o sonho construídos na tenra idade,

é o que resta ainda vivo em você e dentro de mim...

Um dia, de mãos dadas, viajaremos à eternidade,

 

E na biblioteca do paraíso mataremos a saudade,

Abraçando: João, Maria, Joaquim, Cecília, e a Piedade,

a Débora, Daniel, Osvaldo, Dalila, e o Benjamim.

 

E quem sabe, ao longe, a Leona esperando por mim.

Comentários

Aqui percebo o contraste já no título do poema, pois a palavra "Esperança" podesse atribuir dos significados o primeiro remete a inércia de quem só espera tudo na mão e não guarda nada, tampouco procura... O segundo é de esperançar, ou seja, acreditar, relembrar, celebrar, dando ideia de movimento contante em busca da sapiência...

Keila Rackel Tavares | 01/07/2026 ás 15:49
Responder

Belíssimo adorei

Maria Lurdes | 01/07/2026 ás 15:59
Responder

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