Esperança, amor e escrita poética
Poemas | 2025 - Antologia Liliane Inácia da Silva e convidados - Entre Rosas e Espinhos | Elcias SilvaPublicado em 31 de Janeiro de 2026 ás 21h 22min
No silêncio onde o medo insiste em ficar,
nasce um verso pequeno, quase luz.
Ele aprende a andar entre ruínas
e sussurra que ainda dá pra sonhar.
A esperança não grita, ela floresce
no gesto simples de continuar.
É semente escondida no peito,
esperando coragem pra brotar.
O amor chega sem pedir licença,
feito chuva mansa no fim do verão.
Ele ensina que tocar outra alma
é também se encontrar na imensidão.
Amar é ficar mesmo com o vento contrário,
é construir abrigo com palavras.
É escrever o nome do outro
no espaço mais frágil da própria alma.
E a escrita, fiel companheira,
costura sentidos no caos do viver.
Cada verso é um passo adiante,
um jeito bonito de não se perder.
Ela transforma dor em caminho,
e silêncio em possibilidade.
Na tinta do tempo, deixa gravado
que sentir também é eternidade.