Eros e Poesia

| | Rosemeire Santos Silva
Publicado em 30 de Abril de 2026 ás 16h 23min

Eros e Poesia 

Era outono;

Na sonoridade das folhas secas,

os olhares se encontraram.

 

O sorriso foi espontâneo:

belo, doce, intenso, largo.

Como pode caber tanta ternura em um sorriso?

Tantos sentimentos?

 

Os olhos são as janelas do céu

e provocam um turbilhão de coisas dentro de nós.

A alma se reconhece

quando ainda não entendemos nada,

nada mesmo.

 

Parece-me que já éramos unidos por algo sagrado,

e não há capacidade humana de entender tal coisa.

 

Se eu respiro, você é o ar

que entra nos meus pulmões para me deixar confortável.

Se seu coração pulsa mais forte,

acompanho o compasso, acariciando-te até que durma.

 

Almas entrelaçadas

por sentimentos intensos e inexplicáveis.

Há uma unicidade com a qual não sabemos lidar.

 

Sabemos sentir, sabemos nos olhar.

Olhares que percorrem o corpo e tocam a alma.

Além de Eros,

somos nós e a poesia em nós.

 

Rosemeire dos Santos Silva

Comentários

Este poema de Mary Cloe é uma celebração da estética do sentir. Valoriza a sensibilidade e coloca a emoção como principal matéria-prima da construção literária!

Lorde Égamo | 30/04/2026 ás 17:04
Responder

Gratidão Poeta!

Rosemeire Santos Silva | 30/04/2026 ás 17:07

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.