“Entre Migalhas e Vales”

Poemas | Marlete Dacroce
Publicado em 21 de Janeiro de 2026 ás 13h 52min

“Entre Migalhas e Vales”

 

Atormentada
Mas sabia o que queria ser
Carregava nos olhos o foco
E no peito a determinação.

 

Viviam de migalhas
Migalhas, migalhas de pão
Como quem aprende a sobreviver
Quando o mundo nega o banquete.

 

Passou por todos os vales da morte
Onde a sombra

Chama pelo nome
E o silêncio pesa mais que o medo.

 

Ao calabouço foi jogada
Sem escolha, sem aviso
E o caos se instalou
Feito tempestade sem céu.

 

Mas a busca do seu eu existencial

Ferida, cansada, porém viva, jamais cessou
Porque mesmo no escuro
Há quem caminhe, em direção à própria luz.

 

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.