“Entre Migalhas e Vales”
Atormentada
Mas sabia o que queria ser
Carregava nos olhos o foco
E no peito a determinação.
Viviam de migalhas
Migalhas, migalhas de pão
Como quem aprende a sobreviver
Quando o mundo nega o banquete.
Passou por todos os vales da morte
Onde a sombra
Chama pelo nome
E o silêncio pesa mais que o medo.
Ao calabouço foi jogada
Sem escolha, sem aviso
E o caos se instalou
Feito tempestade sem céu.
Mas a busca do seu eu existencial
Ferida, cansada, porém viva, jamais cessou
Porque mesmo no escuro
Há quem caminhe, em direção à própria luz.