EM SETE DIAS

| Poesia Religiosa | Eidi Martins
Publicado em 04 de Abril de 2026 ás 08h 44min

Em sete dias, o mundo assistiu
ao maior amor que já existiu;
no início, ramos, vozes no ar,
“Hosana!” em coro a ecoar.

 

Multidões seguiam com devoção,
erguiam louvores de exaltação;
mas o tempo virou, mudou o cenário,
e o céu silenciou no calvário.

 

Vieram espinhos em lugar da flor,
uma cruz pesada, marcada de dor;
o grito calou, a esperança tremeu,
e o Filho amado na cruz padeceu.

 

Parecia o fim, derrota total,
como um adeus triste e final;
parecia que tudo ali se encerrou,
e o sonho da vida se apagou.

 

Mas Deus, em silêncio, a história escrevia,
com mãos invisíveis, tecia o dia;
pois a cruz não era o ponto final,
era o começo do plano eternal.

 

O sepulcro frio não foi perdição,
foi ventre guardando a ressurreição;
na noite escura, sem se ver luz,
já nascia a vitória do Cristo Jesus.

 

Em sete dias, da glória à dor,
da morte vencida ao triunfo do amor;
da aclamação à cruz cruel,
da terra ferida à vida no céu.

 

E isso nos fala, nos faz compreender,
Deus muda histórias sem se deter;
se hoje é sexta de dor em você,
o domingo virá logo, pode crer.

 

Pois quando Ele age, nada é em vão,
o fim se transforma em ressurreição;
e em poucos dias, sem perceber,
um novo começo pode nascer.

 

Em sete dias, ou até menos, talvez,
Deus muda tudo, mais uma vez.

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Este poema Eidi Martins celebra a efemeridade do sofrimento e a certeza da renovação! Assim como o mundo se transformou em sete dias, nossas vidas também podem ser transformadas por ação do Divino!

Lorde Égamo | 04/04/2026 ás 10:42
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