Em sete dias, o mundo assistiu
ao maior amor que já existiu;
no início, ramos, vozes no ar,
“Hosana!” em coro a ecoar.
Multidões seguiam com devoção,
erguiam louvores de exaltação;
mas o tempo virou, mudou o cenário,
e o céu silenciou no calvário.
Vieram espinhos em lugar da flor,
uma cruz pesada, marcada de dor;
o grito calou, a esperança tremeu,
e o Filho amado na cruz padeceu.
Parecia o fim, derrota total,
como um adeus triste e final;
parecia que tudo ali se encerrou,
e o sonho da vida se apagou.
Mas Deus, em silêncio, a história escrevia,
com mãos invisíveis, tecia o dia;
pois a cruz não era o ponto final,
era o começo do plano eternal.
O sepulcro frio não foi perdição,
foi ventre guardando a ressurreição;
na noite escura, sem se ver luz,
já nascia a vitória do Cristo Jesus.
Em sete dias, da glória à dor,
da morte vencida ao triunfo do amor;
da aclamação à cruz cruel,
da terra ferida à vida no céu.
E isso nos fala, nos faz compreender,
Deus muda histórias sem se deter;
se hoje é sexta de dor em você,
o domingo virá logo, pode crer.
Pois quando Ele age, nada é em vão,
o fim se transforma em ressurreição;
e em poucos dias, sem perceber,
um novo começo pode nascer.
Em sete dias, ou até menos, talvez,
Deus muda tudo, mais uma vez.
Comentários
Este poema Eidi Martins celebra a efemeridade do sofrimento e a certeza da renovação! Assim como o mundo se transformou em sete dias, nossas vidas também podem ser transformadas por ação do Divino!
Lorde Égamo | 04/04/2026 ás 10:42