Doce entardecer

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 25 de Maio de 2026 ás 12h 54min

Doce Entardecer

 

Doce entardecer nas varandas da minha alma,

onde o sol se despede lentamente,

pintando o céu com tons de laranja e lilás,

como se quisesse compartilhar segredos

com o último pássaro que brinca no ar.

 

As folhas dançam levemente ao vento,

e os seus sussurros ecoam entre os espaços.

Cada som é um fragmento de reminiscência,

onde a brisa traz a memória:

de risos, de encontros, de abraços perdidos.

 

As sombras se alongam,

enquanto o tempo se dissolve em mel,

agindo como um artista delicado,

que se esconde entre os raios dourados

que desenham caminhos nos meus pensamentos.

 

Nesta hora mágica,

o meu coração se expande,

abrindo janelas para o que foi e o que poderia ter sido.

As esperanças despertam,

como flores que desabrocham na penumbra,

cada uma contando a sua história,

num murmúrio doce que me embala.

 

O chão e o céu se encontram

nas varandas da minha alma,

e eu, guardião dessa serenidade,

deixo que a noite venha devagar,

dando continuidade ao suave entrelaçar

de luz e sombra nas tramas do meu ser.

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.