Doce Engodo

| Poesia Metafórica | Rose Correia
Publicado em 26 de Abril de 2026 ás 10h 03min

Sinopse: Um caos silencioso seduz e cresce até consumir quem o abriga.

 

Doce Engodo 

 

Havia uma balbúrdia

dentro dela — quase leve, quase nada —

tão frugal

que se vestia de calma.

 

E, ainda assim,

ela se deixou engodar por dentro,

como quem aceita o doce

sem notar o veneno.

 

Era tão recôndito,

tão fundo,

que quando percebeu

já não distinguia o que era seu.

 

E ali, à beira do próprio excesso,

quase a ponto de dilapidar-se,

entendeu tarde demais:

o caos também seduz

antes de consumir.

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