Devaneios Noturnos
Que fazer com a placidez na madrugada?
O melhor é abandonar o leito, sair para o quintal!
Ainda escuro, aquele breu-azulado,
que preenche a imensidão do imaculado
e qual um peregrino no deserto, observei o azul fatal!
Para mim era algo mais que provocante
pois ali contemplava a imensidão!
Minha curiosidade sentiu-se estimulada,
o infinito, o firmamento, que coisa cobiçada!
E assim deixava fluir a imaginação!
As parcas estrelas ainda no céu cintilavam
dando a mim um panorama especial!
Captei breve brisa que ali soprava,
tudo era tão belo! Tudo fascinava,
mesmo que nuvens ocultassem uma visão total!
Vagalumes e pirilampos sobrevoavam
emitindo luzes, ostentando seu brilho!
As corujinhas já se recolhiam aos seus ninhos,
os sabiás gorjeavam com outros passarinhos
brotavam os primeiros raios de luz como um trilho!
Surgem então os primeiros albores!
Ao longo ouve-se um galo a cantarolar!
A aurora me absorveu na matinada,
para ganhar com o fulgor da alvorada
é como se candeias brilhassem em meu devanear!
Comentários
Esse é o lado bom da insônia: a contemplação do firmamento, trazendo paz ao coração inquieto. Parabéns.
A noite as estrelas o luar não existe coisa mais bela.
Poder presenciar todas essas belezas, é de tirar o fôlego . E se existe alguma regra , a principal deve ser aproveitar cada segundo que nós é dado. Poeta , lindo poema. Parabéns
Pois é ... Como costumamos dizer, são fundamentais, gratuitos, abundantes, mas ainda não aprendemos a desfrutar (exceção feita aos poetas): O ar, o brilho do Sol, a água e a noite!...rsrs Parabéns, Enoque. Abraço!!
Se, Tivéssemos a consciência que o amanhã não nos pertence, viveríamos muitas madrugadas para olhar o que é belo e a sua simplicidade