Destino cruel

Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 05 de Janeiro de 2026 ás 14h 27min

Que destino cruel foi te amar nessa vida. 

 Um labirinto de espelhos, 

cada reflexo distorcendo 

a promessa de um futuro. 

 

O sol se põe mais cedo 

quando teus olhos se desviam, 

e a lua parece zombar 

da minha insistência. 

 

Amar-te foi colher espinhos 

em um jardim imaginário, 

regado com lágrimas silenciosas 

e adubo de esperança vã. 

 

Cada toque, uma brasa fria, 

aquecendo apenas a lembrança 

de um calor que nunca existiu. 

 

A vida, uma sinfonia desafinada, 

onde o compasso do meu coração 

perde o ritmo ao teu lado. 

 

E eu, preso nesta dança macabra, 

observando o tempo consumir 

a última fagulha de amor. 

Que destino cruel. 

Amar-te. 

Nesta vida.

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