Desatando Nós Internos
Eu sacudi o pó,
abrindo caminhos só meus,
Preferindo viver só,
sem prisões nem véus.
E assim vou desatinando,
mas sem me perder,
Meu orgulho regurgitando,
aprendendo a ceder.
Desato todos os nós
que a vida teceu no meu peito,
Cada laço solto no chitó,
revela um mundo perfeito.
Mesmo quando o vento não quer,
contraria meu passo,
Sigo firme, mantendo minha fé,
sem nenhum embaraço.
Até quando viver e der,
Caio, me refaço e levanto,
Navego em ondas de pé
que não fazem um manto.
E mesmo quando a maré
se recusa a subir,
Eu persisto, eu confio em Javé
e continuo a sentir.
Cada cicatriz entoa,
uma história de superação,
Cada silêncio ecoa
a coragem e o pé no chão.
No meu espaço, encontro
o que é mais verdadeiro,
Na solidão, descubro outro,
que é duradouro e inteiro.
Edbento