Desassossego de um poeta

| Poesia Filosófica | 2026/07 Antologia Quando o verso pergunta | Neiva Guarienti Pagno
Publicado em 04 de Agosto de 2026 ás 21h 08min

Observando o tempo que avança,
o poeta não se prende às horas.
Há um profundo sentimento de solidão
que afasta os olhos da pressa dos humanos.

A vida carrega o peso das dúvidas,
parece que cada passo caminha no escuro.
O peito abriga um desassossego inexplicável
ao perceber que tudo acaba feito fumaça.

Habitamos o mundo em silêncio,
apenas nosso inconsciente grita alto.
Na mente, um punhado de incertezas,
sobre a vida, o mundo, os homens.

A alma humana se traduz em poesia,
quando a voz se cansa.
O que resta, afinal, na noite fria?
O que resta são perguntas sem respostas.

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.