Um Coração Dividido
Desenvolvimento pessoal | Narratica | Keila Rackel TavaresPublicado em 01 de Abril de 2026 ás 18h 05min
_ Um Coração Dividido_
Keckel.
Eu me perco, desabafando sabores e dissabores, me encontro preso entre o riso e o pranto. Quero gritar, mas a voz some, sufocada por um turbilhão de emoções. Estou feliz e triste ao mesmo tempo, um paradoxo que me consome. Meu sorriso, antes genuíno, agora é uma máscara de nostalgia. Lembranças me perseguem, cravadas na minha alma como espinhos. Só porque o tempo, que tudo apaga, não consegue trocar essas mágoas pela minha história, pois são memórias tangíveis. Elas estão aqui, dentro de mim, queimando como feridas abertas que não fecham e não vai adiantar colocar remédio porque estas ainda ardem como brasa viva que queimam sem querer cicatrizar.
Busco respostas, mas só encontro silêncio. Saídas? Não há. O que resta é o refúgio da minha própria solidão, um lugar onde posso me esconder e finalmente chorar. Chorar de alegria, chorar de agonia, chorar por esse dia que não posso mudar. A dor e a felicidade se entrelaçam em um nó que não consigo desatar. E aqui estou, suspenso entre o ontem e o hoje, sem saber para onde seguir sem me destruir...
Comentários
Neste belo texto está patente a dicotomia de sentimentos, exemplos: riso e pranto; alegria e agonia. O Eu lírico fica tão envolvido que descreve um estado emocional onde os sentimentos opostos coexistem gerando um nó, difícil de desatar!
Lorde Égamo | 01/04/2026 ás 21:54