Colheitas de ausência

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 25 de Março de 2026 ás 08h 25min

Enquanto tu sonhas, eu permaneço acordada,

como uma vela acesa na beira do infinito,

derretendo em silêncio sobre a noite

que nunca me responde.

 

Enquanto teus olhos passeiam por jardins irreais,

os meus colhem ausências no escuro,

e cada estrela que vejo

parece lembrar teu nome —

mas não te traz de volta.

 

Há um frio antigo no meu peito,

um eco de passos que não voltam,

como se o tempo tivesse esquecido

de me levar contigo.

 

Enquanto tu sonhas,

eu conto os segundos como quem reza,

não por fé,

mas por cansaço.

 

E se por acaso, no meio do teu sonho,

uma tristeza leve te tocar os lábios,

talvez seja eu —

atravessando a distância invisível

para existir um pouco em ti.

Comentários

Que lindo poetisa

ADAILTON LIMA | 25/03/2026 ás 09:36
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