Clara
Uma tempestade eterna
Uma tormenta infindável
Uma paixão materna
Uma dor interminável
O céu que nos cobre não cabe
No vazio de um sentimento
Só quem ama que sabe
O tamanho do sofrimento
E entre os dedos fugiu
O sonho mais desejado
Nao deu tempo, não sentiu
O calor de um dia ensolarado
O choro ficou abafado
Por um fio de esperança
Olhos tristes marejados
Pelo silêncio de uma criança
E as estrelas que nos ilumina
Deixou a noite mais bela
Com a chegada lá em cima
De uma estrelinha singela
ADAILTON LIMA
Comentários
Poema lindo em homenagem a uma estrela que partiu! A melancolia aflora entre a intensidade do amor materno e a dor aguda da ausência. A estrelinha sugere que a partida de Clara não é o fim absoluto, mas uma transição para algo celestial! Parabéns!
Lorde Égamo | 19/02/2026 ás 10:20