Chuva de constelações

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 15 de Maio de 2026 ás 18h 26min

Chuva de Constelações

 

de Rosy Neves

 

Menino, corra!

Venha ver a chuva de constelações

caindo devagar sobre os telhados da noite…

O céu abriu suas janelas antigas

e derramou estrelas

como quem espalha sementes de eternidade

nos campos escuros do infinito.

 

Escute…

Os ventos estão cantando baixinho

canções esquecidas pelos anjos,

e a lua, tão pálida e silenciosa,

costura fios de prata

nas águas cansadas do mundo.

 

Menino, venha depressa!

Antes que o amanhecer desperte

e recolha as nebulosas adormecidas

para dentro dos olhos de Deus.

 

Veja —

há cometas atravessando os mares do céu

como barcos incendiados de sonhos,

e cada centelha que cai

parece carregar o nome secreto

de alguém que amou demais.

 

Ah, menino…

há noites que não pertencem à Terra.

Noites assim são portais invisíveis

onde os corações feridos descansam

os pés cansados da saudade.

 

Corra!

Abra os braços para o cosmos,

deixe a chuva de constelações

molhar tua alma de esperança.

 

Porque talvez,

entre uma estrela e outra,

um arcanjo esteja acendendo lanternas

para guiar os perdidos

pelos caminhos escuros da eternidade…

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