Sinopse:
Quando tudo escureceu, uma pequena luz surgiu ao longe. Bastou para que continuassem.
Centelha
Não sabíamos aonde aquele caminho nos levaria. Já estava bem turvo, mesmo assim resolvemos continuar. Ainda restavam uns dez por cento de bateria do celular. Acreditávamos que chegaríamos antes de acabar por completo. Estávamos seguros de que conseguiríamos. Ninguém ali parecia amedrontado, ou pelo menos não deixavam o medo transparecer.
A estrada estava bem lamacenta, consequência de um temporal daqueles. Já não dava para definir a cor dos calçados. De vez em quando alguém escorregava, só não levava um tombo porque sempre havia um braço ao lado para se apoiar.
Ia ficando mais escuro a cada passo. Já dava para ver algumas estrelas no céu, e a lua também começava a nos dizer que o dia havia se ido. Não queríamos passar a noite num lugar desconhecido.
Até que tudo ficou bem mais escuro; era indício de que acabara a bateria. Houve um silêncio tão frugal que dava para ouvir as batidas dos corações ali presentes. O vento parecia mais frio do que antes. A pele começou a arrepiar, mas antes que alguém dissesse alguma coisa, vimos uma centelha de luz ao longe.
Ainda em silêncio, continuamos em passos largos até que chegamos a uma magnífica casinha ao rés do chão...