Centelha de Miguel
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 20 de Julho de 2026 ás 21h 05min
Centelha de Miguel
Rosy Neves
Quando eu olho para as estrelas,
lembro-me de Miguel, São Arcanjo.
Os olhos dele eram uma centelha,
acesa antes do nascer do tempo,
como um fogo que jamais conhece a noite.
Tua proteção era um escudo,
forjado no silêncio do Altíssimo,
onde nenhuma sombra atravessava
e nenhum medo ousava permanecer.
Quando o mundo vestia tempestades,
eu erguia os olhos para o céu,
e bastava imaginar tuas asas abertas
para que o vento mudasse de direção.
Havia paz no brilho do teu olhar,
não a paz dos homens,
mas a paz das constelações,
que atravessam os séculos
sem perder a luz que receberam.
E, quando a madrugada derrama
suas estrelas sobre a terra,
acredito que cada centelha do céu
traz consigo um reflexo dos teus olhos,
lembrando-nos de que a esperança
nunca abandona aqueles que caminham sob tua guarda.