Bem-te-vi.

Poemas | | Valter Figueira
Publicado em 20 de Setembro de 2026 ás 08h 48min

 

 

Na tarde solitária, sob nuvens de chuva,

um bem-te-vi canta no alto da árvore.

ouço sua voz como um convite inesperado:

 — Vem até aqui! Bem-te-vi!

 

Quem dera eu ter asas,

ou transformar-me em pássaro,

pousar ao teu lado e cantar contigo:

— Bem-te-vi! Bem-te-vi!

 

Mas a tristeza chegou quando percebi

que não era a mim que ele chamava.

Sua amada respondeu, e juntos voaram,

deixando-me apenas com o eco distante:

 — Vem até aqui... Bem-te-vi...

 

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