Tive uma única chance quando
A lua escondeu a madrugada,
O frio entrava pela brecha da porta,
E o calor do teu corpo me esquentava.
Da janela do meu quarto dava para ver
Lá fora as lâmpadas apagadas,
E sobre o travesseiro debrucei
Nos ombros da minha amada!
Vi nos teus olhos a alegria coberta
Em lágrimas,
Logo a suspeita que o amor
Apareceu e te deixou do nada,
Desenhei no céu as cores e luzes
Bem azuladas!
Bebi das palavras saídas da sua boca,
Arranquei do seu íntimo gemido
Que veio lá da alma,
Guardei comigo os momentos
Eternizados em véu de uma fada,
Para imaginar em sua cabeça,
A linda coroa da minha amada!
Despi de mim mesmo em busca
Da total liberdade,
Encontrei você sensível e desarmada
O egoísmo ficou com raiva da gente,
E o amor nasceu com tanta força,
Que a chama reacendeu no íntimo
Da minha amada!
Tudo resumia num quadro de águas passadas,
Puxei as cortinas até o canto do quarto,
Quando o céu escurecia do outro lado da estrada,
Acompanhei o mover das nuvens e das estrelas,
Simplismente fiquei contigo abraçado á noite inteira!
Livro: Mar de Poesias