Na quietude da janela,
O tempo escorre devagar,
Sorriso discreto revela
A calma que vem do mar.
O olhar guarda histórias,
Vividas, sentidas na pele,
Trazendo antigas memórias,
Como o vento que a alma impele.
Na barba grisalha, o tempo,
Que ensina a serenar,
Cada fio é um momento,
De quem aprendeu a amar.
Floresce na camisa a vida,
Como um jardim a brotar,
A essência ali está contida,
Pronta para se espalhar.
O aço da grade ao lado,
Não prende o que há de ser,
Pois o espírito alado,
É livre para viver.
Entre o céu e o oceano,
Habita a tua paz,
O silêncio é soberano,
E a calma o resto traz.
Sete versos, sete dias,
Sete formas de sentir,
Cada uma delas vivida,
Com o dom de evoluir.
Comentários
Sem palavras Lindos versos Estética perfeita Fez da imagem, com todos os elementos, um poema sublime
No poema autoimagem me fez imaginar me prisioneira em um navio negreiro, que pelo amor insano de um homem é vítima. Senti por semanas este sentimento, a repetição do sete demostra a marcação da passagem do tempo no mar , o sexo feito com quem lhe prende, grudou a camisa com seu suor , sem permissão, que invade a alma, demostra a beleza e morbidez do poema .