As palavras são borboletas loucas,

soltas na vastidão do cosmo,

batendo asas de fogo e névoa

sobre galáxias adormecidas.

 

Elas não conhecem fronteiras,

nem o peso frio da matéria,

atravessam constelações antigas

como rios de luz errante.

 

Há palavras que nascem estrelas,

outras caem feito meteoros,

algumas carregam silêncio

nas curvas secretas do universo.

 

Eu as vejo dançando sozinhas

nos jardins escuros do infinito,

embriagadas de eternidade

e perfumes vindos do além.

 

As palavras procuram morada

em corações perdidos no tempo,

como pássaros sem direção

procurando um céu impossível.

 

Cada verso é uma travessia,

uma ponte entre almas distantes,

um barco de vento e memória

navegando mares invisíveis.

 

E quando a noite se abre inteira,

sobre o peito profundo do mundo,

as palavras ainda continuam

voando sem rumo pelo cosmo.

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