As galáxias

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 24 de Março de 2026 ás 09h 06min

As galáxias choram em silêncio antigo,

cristais de lágrimas suspensos no infinito,

cintilam como memórias esquecidas

de um universo que já soube amar.

 

Escorrem lentas, essas lágrimas celestes,

tecendo rios na beira do fim,

onde o tempo se curva cansado

e o vazio aprende a respirar.

 

Mas o rio… ah, o rio não é deste mundo —

não carrega margens, nem destino,

corre para dentro de si mesmo,

como um sonho que nunca desperta.

 

E nele, afogo meus próprios ecos,

minhas saudades sem nome,

minhas mãos vazias de estrelas,

procurando o que em ti ainda vive.

 

Se ao menos eu pudesse tocar

essas águas que não existem,

talvez entendesse o mistério

de chorar sem jamais ter fim.

Comentários

Poesia das galaxias

ADAILTON LIMA | 24/03/2026 ás 12:14
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