As galáxias

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 02 de Março de 2026 ás 21h 01min

Nebulosas incham, 

berçários cósmicos, 

poeira e gás em dança lenta. 

 

Gravidade aperta, 

o fogo acende no centro, 

uma estrela jovem brilha, 

vida nova irrompe no escuro. 

 

Galáxias giram, 

espirais de luz antigas, 

braços cheios de sóis em maturidade, 

cada ponto um lar incerto. 

 

Mas o combustível finda, 

o gigante se cansa, 

no silêncio da expansão fria, 

a luz se esvai lentamente. 

 

Supernovas explodem, 

dar um último grito rubro, 

espalhando elementos pesados, 

sementes para o que virá depois. 

 

E o vazio engole, 

o que foi matéria brilhante, 

um buraco negro murmura, 

o fim de um ciclo imenso. 

 

Outras nuvens se juntam, 

o ciclo recomeça, 

o universo respira, 

nascendo e morrendo, sempre.

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