As areias do mar

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 25 de Abril de 2026 ás 13h 25min

As Areias do Mar

 

Pequenos grãos

de quartzo, conchas desfeitas,

um mundo em miniatura

sob o meu pé descalço.

 

Cada grão,

um grão de tempo,

testemunha silenciosa

de ondas que vêm e vão.

 

O sol aquece,

um abraço dourado,

e a areia respira,

liberando o seu calor.

 

Ao toque,

uma carícia fina,

escava, molda,

desfaz o que foi construído.

 

Castelos erguidos

com a pressa da infância,

desaparecem

na onda que avança.

 

Pegadas,

marcas fugazes

na vasta tela da praia,

apagadas pela maré.

 

O vento sopra,

leva consigo segredos,

sussurros antigos

de histórias marinhas.

 

Cores misturadas,

do branco ao castanho,

com vestígios de rosa,

de algas em decomposição.

 

Pequenas conchas,

jóias esquecidas,

cada uma com a sua forma,

a sua própria melodia.

 

O som do mar,

um murmúrio constante,

mistura-se ao roçar da areia,

uma sinfonia natural.

 

Reflexos na maré baixa,

o céu espelhado

na superfície molhada,

um convite ao mergulho.

 

Camadas e camadas,

de épocas passadas,

de animais marinhos,

de vida que se renova.

 

O pé afunda,

um convite à imersão,

a sentir a terra

abraçar a pele.

 

Em cada grão,

uma história sem fim,

a dança eterna

entre a terra e o mar.

 

E eu,

uma gota no universo,

caminho sobre elas,

sentindo a imensidão.

 

As areias do mar,

um convite à reflexão,

à beleza simples,

à efemeridade do ser.

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.