ANO NOVO E ROUPA VELHA

| 2026/1 Antologia Quando a palavra sente | Keila Rackel Tavares
Publicado em 10 de Janeiro de 2026 ás 09h 33min

 

Poesia:

"Ano Novo e Roupa Velha"

 

Não anseio por um novo ano com promessas vazias,

Quero vestir a roupa velha, aquela que já estava esquecida, me lembra quem eu sou, aquela pessoa dentro de mim que julgava perdida, ou incompreendida.

Não quero comprar nada, não quero acumular... Pois, tenho o bastante e agora tudo  o que  eu desejo é que a graça de Deus sempre me envolva, mesmo em meus  muitos erros, porque eu sei, sou sua filha, mas a minha carne é fraca e o espinho que há dentro de mim causa as feridas que competem com o meu espírito...

Tenho muitos pecados, sim, e sei que sou falho,

Mas a soberba, essa, não vai ter lugar na minha mesa.

Que o silêncio me ensine a ouvir mais e que a humildade me mostre o caminho que devo seguir para  Deus continuar me abençoando, não por ser merecera, ninguém é!

Porém, a Sua misericórdia é infinita.

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