Pensei caminhar junto as sombras
Das palmeiras,
Desenhar os rios que desembocam
Próximo as fontes de águas doces,
Aplaudirem a natureza logo ao pôr do sol,
Ministrar a noite e passear no resplendor
Das estrelas!
É que as ondas não vem em direcões
Opostas,
Nem os peixes dormem quando
As águas estão bem tranquilas,
O mar é o desconhecido que todos acham
Que conhecem,
O medo é um grito que logo
Desaparece!
A profundeza desse abismo traz
Tanta surpresa,
Sai do seu esonderijo um mundo
Que me apavora,
O que doma vira presa e aproveita
A carne do que é dominado,
É a força da lei, o fraco é o mais desejado!
Aquieto-me sem perder as oportunidades,
As mãos também são provas e veracidades,
Encho-me de coragem para espantar
A covardia estampada nos olhos,
Corro risco para que possa sair vitorioso,
É fácil desistir quando não há mais
Água no fundo do poço!
Luz só aparece quando há imensidão
De trevas,
Enxergamos só o que queremos ver,
E ficamos cegos para o futuro.
Só há amor quando os sentimentos
Se encontram,
Só existe a dor quando há desencontro
Do amor!
Livro: Mar de Poesias