“Amizade desenhada a pincel”

Contos | Marlete Dacroce
Publicado em 27 de Janeiro de 2026 ás 17h 54min

“Amizade desenhada a pincel”

Ninguém nunca soube explicar direito o que existia entre eles. Alguns chamavam de amizade, outros desconfiavam de amor. Mas a verdade é que era algo maior do que nomes. Era uma conexão rara, dessas que não se repetem com facilidade.

Desde o início, a convivência foi leve, carinhosa, quase elétrica. Riam como adolescentes, mesmo com os anos passando e o tempo tentando, em vão, amadurecê-los demais. A amizade parecia pintada à mão, pincelada com cuidado, sustentada por uma energia forte que nunca se perdeu.

Eram companheiros de jornada, confidentes silenciosos, parceiros fiéis. Havia adrenalina no encontro, mas também paz. Não precisavam provar nada ao mundo, bastava saber que um estava ali para o outro, nos dias bons e nos dias tortos.

Quando juntos, tornavam-se dois em um. Motivavam-se, sonhavam alto, aventuravam-se sem medo do desconhecido. Era difícil explicar, porque amizades assim fogem da lógica comum. Não competiam não se anulavam, se somavam.

Com o tempo, aprenderam a cultivar o bem, a admirar sem posse, a amar sem cobrar. O prazer estava em ver o outro feliz, em encantar-se com a existência do outro. Essa amizade, tão diferente, virou lição de vida.

E até hoje, seguem buscando novas razões para amar. Não importa se chamam de amizade ou de amor. O que importa é que é especial e isso basta.

 

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