Alienado

Poesia Social | ADAILTON LIMA
Publicado em 24 de Fevereiro de 2026 ás 16h 41min

Alienado

 

De doido todos tem um pouco

E o maluco anda por aí

Sujo ou limpo parecendo um louco

Na rua, na praça, acolá ou ali

 

Tem maluco de família 

Tem maluco indigente

Tem uns que comem pilha

E arremessa pedra na gente

 

O maluco beleza é legal

É o apelido de raulzito 

Denota um cara quase normal

Mas um pouco esquisito 

 

Tem maluco que vira mendigo 

Vítima de abandono ou omissão 

Sozinho sem ninguém contigo

A mercê da maldade e perseguição 

 

Tem cachorro que morde maluco

Outros são seus amigos fiéis 

Os animais eu nem culpo

O seres humanos que são cruéis 

 

Às vezes fico a pensar 

Quem está errado ou certo

Qualquer um pode surtar

Pois ninguém é normal de perto 

 

Muitas são as razões da loucura

Psicólogos e psiquiatras dão o alento 

Enquanto não se sabe a cura 

O controle é um bom tratamento

 

E esses seres mal-entendidos

Em seus delírios falam a verdade 

Parecem coisas sem sentido 

Mas é a delirante sanidade

 

ADAILTON LIMA 

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