Calada, escuto o pensar,
No silêncio da alma a me banhar.
Sonhos inacabados vão ao chão,
Naufragam sem pedir salvação.
Fugir desse amor eu tentei,
Mas ele insiste onde eu neguei.
Me vira do avesso, me faz fria,
Tempestade sem calmaria.
Hoje eu queria não ser quem sou,
Dormir sem saber quem ficou.
Se acordar, não lembrar de nada,
Nem da dor que insiste, calada.
Virar poesia, brisa no ar,
Misturar-me ao vento pra me acalmar.
Mas meu coração, mesmo em silêncio,
Grita, ainda te pertenço.