A varredura das estrelas
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 22 de Agosto de 2026 ás 07h 26min
A Varredura das Estrelas
Rosy Neves
Ele varre estrelas no céu —
estrelas que não são mais dele —
um sopro fraco no véu
de noites tão belas, tão cruéis.
Varre o silêncio que o abraça,
um eco vazio na alma,
e uma lágrima que desgraça
a memória que o acalma.
Não há mais sol para o dia,
apenas um véu de neblina,
uma dor que o rouba a alegria,
uma saudade que o ensina.
Aprende a ser sombra, a ser pó,
a existir sem ser notado —
um sussurro, um nó
na garganta de um passado.
As estrelas fogem dele agora,
mas a saudade, ah, essa fica —
o eco da última hora,
uma despedida que nunca se explica.