A solidão dói.
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 26 de Maio de 2026 ás 18h 03min
A Solidão Dói
A solidão é dor que fere fundo.
É uma dor tão intensa e viva,
que não tem nome que a defina,
nem língua que a possa traduzir…
Somente as lágrimas dão voz ao meu padecer.
Elas formam um rio largo e profundo,
onde, pesado e cansado,
eu me gozo e me afogo,
sem encontrar margem nem fim…
Ah, como dói a solidão!
Ó meu Deus, quando será enfim
que esta amarga solidão
deixará de ser meu duro castigo?
E se tornará, ao invés de tormento,
um santo e suave silêncio dentro de mim?
Dizem que o silêncio tem virtude de cura.
O silêncio é qual rio calmo e brando,
que corre sem pressa através da alma,
lavando as feridas e fechando as chagas,
alisando e curando as pedras duras e agrestes
que a vida lançou no caminho do meu espírito.
Mas hoje, a solidão dói com força desmedida!
Não é dor que fere a carne ou o corpo,
mas chaga viva que reside no íntimo,
no mais profundo da alma…
Busco, com ânsia, abrigar-me em algum porto seguro,
em algum lugar de paz e refúgio,
mas por mais que procure, jamais o encontro.
Porque dentro do meu ser, reina uma noite eterna,
escura e triste, sem luar nem estrelas.
Sinto que estou prestes a soçobrar,
a perder-me de vez neste imenso mar
feito de solidão e de longa angústia…
Até quando, ó meu Senhor?
Até quando haverá de ser assim?