A vida é tecida como um véu

Muitos mundos entrelaçados entre si

Ainda que contrastem entre lá, dó e mi 

Resulta na sinfonia “vida” sob a acústica do céu 


Ao florescer das tulipas

Morrem os crisântemos

Ao findarem-se as rimas

Recomeça outro canto

 

Ao perder quem se ama

Murcham jardins sem estação

Ainda que o tempo prossiga

Resta um perfume na recordação 

 

A vida é perspicaz

Mina a guerra no meio da paz

Auroras hoje de alegria

Relâmpagos de dor n’outro dia

 

Ao caçar a presa ‘Vida’

Muitos caminhos hão de passar

Alguns com lama, em outros, vinhas

Ribanceiras e também lagar

 

Ao nascer uma esperança

Morre um medo em segredo

Ainda assim outro desperta

Relembrando o preço do enredo 

 

A vida tem uma missão

Missão implícita, que demoramos a perceber

Está também nesse texto, discreta de se ver

 

A missão da vida é como esse texto simplório

Missão esta que aqui é um acróstico

AMAR, AMAR, AMAR.

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